Saúde

Leis do Brasil travam uso de métodos alternativos aos testes em animais

Leis do Brasil travam uso de métodos alternativos aos testes em animais

Com o avanço da tecnologia e a disseminação de informações sobre os malefícios da prática, é certo que há um consenso de que boa parte da sociedade já não aceita mais testes de laboratórios com o uso de animais. Para contornar isso, pesquisadores recorrem aos chamados “métodos alternativos”, como aqueles que utilizam células humanas cultivadas em laboratório. Seria uma solução fácil de ser implementada, se o grande problema da questão não fosse o próprio país: segundo o parágrafo 4º do artigo 199 da Constituição Federal, é vedado qualquer tipo de comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento. Ou seja, um retrocesso no que diz respeito à implementação de novas tecnologias de pesquisa, visto que em outros países é comum a comercialização de produtos à base de células modificadas.

Apesar de haver 24 métodos alternativos aprovados no Brasil (como testes de toxicidade, de corrosão, de irritação e de sensibilização), eles são pouco usados na prática. Segundo o coordenador do Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos, Octavo Presgrave, o que falta no Brasil é segurança jurídica e vontade política de entidades como o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, o Ministério da Saúde e a Anvisa, órgãos que seriam diretamente afetados pela mudança no paradigma do uso de animais.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/05/1884667-leis-do-brasil-travam-desenvolvimento-de-alternativas-aos-testes-em-animais.shtml

Carioca, 25 anos, ruiva natural e designer de moda. Escreve sobre moda e beleza há oito anos e criou o Vida Mais Verde depois de começar a se interessar mais por cosméticos naturais e alimentação saudável. Sua missão aqui é levar um pouco mais de verde para aqueles que buscam uma vida mais consciente e sustentável.
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